domingo, 6 de setembro de 2015

Infância no varal coletivo

(Uma das minhas poucas fotos de pequena, acho que só tenho três fotos, e essa está bem judiada. Registro do meu aniversário de um ou dois anos, eu no colo do meu pai meio assustada, loirinha e de cabelos cacheados. Registro de uma época que festa de aniversário era algo mais simples e que o importante era estar junto.)

Quase não tenho fotos da minha infância, infelizmente, pois adoraria ter "recortes" das minha vivências.

Tenho lembranças boas do  fim da minha infância lá pelos meus seis anos as coisas começam a ficar mais claras para mim.

Lembro com alegria a emoção que era brincar na rua sem ter hora para acabar, sem ter adulto para ficar conosco e muito menos regras para seguir.

Lembro das brincadeiras simples e divertidas: casinha, escolinha, esconde-esconde, pega-pega, taco (nossa como eu corria bem brincando de taco, como eu adorava ir atrás da bolinha na rua de baixo, que era ladeira abaixo mesmo)... lembro do tanto que a gente conversava e ria, meninas e meninos todos juntos. Ah e tinha os maiores, os grandes que sempre ajudavam os menores. Em geral eles eram os irmãos ou primos dos menores.

Outro dia teve uma manhã de formação na escola que estou trabalhando (uhu estou trabalhando, contei isso lá no meu instagram e esse é um dos motivos do meu sumiço, bom motivo vai!!!) e a formação era exatamente sobre o brincar, sobre nossas memórias da infância e eu me segurei muito para não chorar. 

Na conversa sobre o brincar percebemos que as crianças não vivem mais o que nós vivemos e como elas vivem? Quais memórias da infância elas irão levar? E qual o papel da escola nisso tudo?  

Hoje a escola assume mais esse papel: propor o brincar livre e para isso é preciso que os adultos estejam disponíveis, se envolvam na brincadeira e não cedam a tentação de, sem querer, direcionar tudo para o escrever e ler. 

Após essa formação por coincidência vi no blog da Ana Paula que teria uma "Blogagem Coletiva" sobre infância e aqui estou tentando registrar um pouco da minha.

Com a formação da escola pensei demais na infância do meu filho, dos limites, do viver em um apartamento pequeno, do tempo na tv, na falta de amigos, no nosso papel como pais e de repente vi um vídeo que me deixou triste. Eita confusão de sentimentos.

Que nosso infância e de nossas crianças sejam saudáveis e felizes, com muita diversão e alegria pois é isso que eu lembro da minha e é isso que eu quero para meu filho.

7 comentários:

  1. Que linda foto e realmente, naquele tempo, festinhas de niver eram pra estar juntos, família e simplicidade! Nada de eventos como hoje! Adorei! bjs, tudo de bom,chica

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  2. Sua foto me lembrou dos meus aniversários, meu tio era padeiro e trazia um bolo para mim, ai todo mundo - meu pequeno mundo de primos e tios - se reunia e "batia os parabéns" sem muita pirotecnia, mas com muito amor, carinho.

    E que saudades, minha rua era a escadaria, gente como nós subíamos e descíamos os degraus com prazer! Cadê aquela energia que eu tinha Jesus? Nossa quantas memórias boas em um só post!

    Também sou professora e me pergunto sobre a infância e adolescência de meus alunos... O mundo mudou nos últimos 25 anos e eu não sei se foi para melhor.

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  3. Grazi, eu feliz por sua participação, por você estar trabalhando no que ama!
    Ah! As festinhas sem compromissos, com o prazer da união, da brincadeira espontânea entre primos, vizinhos, amigos.
    Um parênteses para o comentário que deixou em meu blog: hoje pela manhã no mercado me deparei com uma revista que traz a criança que infelizmente tornou-se símbolo com seu afogamento. Até então tinha evitado as imagens.
    Um misto de sentimentos...
    Beijo!

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  4. Olá, querida Graziela
    Só em ler o início do seu post já fiquei contemplada... tenho fotos com garrafas na mesa de guaraná também... nem ligávamos pra estética mesmo e sim pra confraternizar ao lado de quem amávamos naqueles momentos inesquecíveis... Lindo demais!
    Seja abençoada e feliz!
    Bjm fraterno

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  5. Olá, querida Graziela
    Só em ler o início do seu post já fiquei contemplada... tenho fotos com garrafas na mesa de guaraná também... nem ligávamos pra estética mesmo e sim pra confraternizar ao lado de quem amávamos naqueles momentos inesquecíveis... Lindo demais!
    Seja abençoada e feliz!
    Bjm fraterno

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  6. Bom ter fotos
    Ver e rever as nossas e alheias
    Melhor ainda é lembrar
    Ter coisas boas pra lembrar

    Terna participação!
    Minha gratidão pelo post e pela carinhosa visita e comentário

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  7. Olá!
    Ah, lembrei das minhas festinhas...eram tão boas...tudo simples...mas tudo feito com muito carinho e amor...era a semana toda se preparando para a festinha do sábado à tarde, kkkk...
    Muitas crianças (primos e vizinhanças) e muitas brincadeiras....ai cantava o Parabéns...comíamos o bolo e pronto....todos felizes e satisfeito!
    E hj eu vejo tanto luxo e muitas vezes as crianças simplesmente saem cansada, mas não de brincar, mas de seguir as regras...agora é hora de tirar fotos, agora é hora disso, e assim fica a festa tda!
    Concordo com vc...e penso muito na infância do meu filho tbém...quero que ele viva intensamente e que seja muito feliz!
    Linda semana!
    Um super bjo!

    Alê - Bordados e Crochê
    Fã Page

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